Breve histórico sobre a biovinvasão do Coral-sol no Brasil
O coral-sol (Tubastraea spp.), originário do oceano Pacífico foi inicialmente observado na década de 1980 em plataformas de petróleo na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro. Até o momento o coral-sol invadiu costões rochosos do litoral de cinco estados brasileiros: Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina, Espirito Santo e Bahia. Posteriormente, foi reportado pelo IBAMA em plataformas de petróleo em Sergipe e, mais recentemente, em plataformas de petróleo no banco de Abrolhos no estado do Espirito Santo.

Em 2000, o Laboratório de Ecologia Marinha Bêntica da UERJ iniciou um programa de estudos sobre o coral Tubastraea spp. visando identificar o grau de ameaça que este poderia representar à fauna e flora nativas e propor ações para o controle e erradicação.

Estudos científicos comprovaram que o coral-sol é um invasor eficiente, com rápido crescimento, reprodução precoce, por se estabelecer ou invadir novos ambientes no litoral brasileiro, atestando a sua habilidade invasora.

O coral-sol modifica seu próprio ambiente, potencializando e promovendo sua permanência, produzindo substâncias químicas nocivas e excluindo a fauna e flora nativa. O coral-sol foi também observado matando espécies nativas de corais, algumas inclusive endêmicas do Brasil, competindo com espécies de valor econômico, tais como o mexilhão, afetando a produtividade primária e costeira (pesqueira e de recursos do mar), prejudicando assim uma de nossas principais fontes de alimento.

A expansão e consolidação do coral-sol em regiões de alta relevância ecológica e econômica, tais como a Baía da Ilha Grande (Silva et al 2014), impacta direta e indiretamente as comunidades litorâneas, tanto do ponto de vista econômico como social, devido ao declínio de recursos vivos marinhos (pesca, catação de mariscos) com consequente reflexo social, na perda de empregos associados à captura e processamento de recursos pesqueiros. Ainda, regiões contaminadas pelo coral-sol podem ter seu turismo subaquático afetado pela falta de interesse por parte do público alvo, que procura normalmente ambientes de alta biodiversidade.

Breve histórico do Projeto Coral-Sol
O Projeto Coral-Sol nasceu em 2006 para enfrentar o crescente problema do coral-sol na costa brasileira. Sua missão é conservar a biodiversidade marinha brasileira através do controle do coral-sol, minimizando os seus impactos ambientais e socioeconômicos, promovendo a recuperação dos ecossistemas marinhos e a sustentabilidade ecológica, econômica e social das regiões afetadas.

O Projeto Coral-Sol (PCS) é pioneiro no combate da bioinvasão marinha no Brasil. Em parceria com as universidades, instituições governamentais públicas federais, estaduais, municipais, iniciativas privadas e a sociedade civil, em especial a comunidade da Ilha Grande, na Costa Verde, RJ, região mais afetada pelo problema, o Projeto destaca-se pelos 15 anos de pesquisa e 9 anos de ações socioambientais concretas hoje no Brasil para minimizar o problema.

O Projeto desenvolve ações de monitoramento, manejo e recuperação ambiental, resgate social, pesquisa, desenvolvimento e inovação e subsídios às políticas públicas.

Foi premiado no Concurso Universidade Solidária – Banco Real em 2006 e posteriormente patrocinado pelo Programa Petrobrás Ambiental, CNPq e FAPERJ. O Projeto Coral-Sol possui o título de posto avançado da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (UNESCO).

O Projeto conta com mais de 25 parcerias institucionais, como órgãos ambientais, universidades, ONGs, iniciativas privadas, sociedade civil, entre outros.

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